segunda-feira, 20 de abril de 2015

Balanço

Depois de compreendermos o âmbito do Sistema de Normalização Contabilística (SNC), pergunta-se: o que é um balanço?

É um documento contabilístico que contrai informação, reporta a determinada data, sobre os recursos utilizados e a forma como são financiados.

Apresenta a posição financeira da entidade (fotografia).

É constituído pelo Ativo, Passivo e Capital Próprio.      

Ciclo Operacional

O ciclo operacional de uma entidade é o tempo que decorre entre a aquisição de ativos para processamento e a sua realização em caixa ou equivalentes de caixa.

Quando a sua declaração não for claramente identificável, pressupõem-se que a sua duração seja de 12 meses.

Ativo


Ativo Total = Total das Aplicações = Investimentos + Inventários e Ativos Biológicos + Contas a Recer de curto prazo + Meios Financeiros Líquidos

Investimentos = Ativo Intangível + Ativo Fixo Tangível + Investimentos Financeiros – Depreciações Acumuladas

Inventários e Ativos Biológicos = Mercadorias

Contas a Receber de curto prazo = Clientes C/c + Outras Contas a Receber – Perdas por imparidade

Meios Financeiros Líquidos

Um Ativo é classificado como corrente ou não corrente


É um recurso controlado pela empresa como resultado de acontecimentos passados e do qual se espera que fluam para a mesma benefícios futuros.
Pressupostos da apresentação e classificação dos itens das demonstrações financeiras:

Consistência:

Devem ser mantidos de um período para o outro, a menos que a respetiva norma estabeleça alterações ou seja percetível que outra apresentação seja mais apropriada.

Materialidade e Agregação:

Se uma linha de item não for individualmente material, ela é agregada a outros itens seja na face da demonstração, seja nas notas de Anexo.

Um item que não seja suficientemente material para justificar a sua apresentação separada na face da demonstração pode, porém, ser suficientemente material para que seja apresentada separadamente em notas de Anexo.

A materialidade depende da dimensão e da natureza da omissão ou do erro, ajuizados na circunstância que os rodeiam.

A dimensão ou a natureza do item, ou a combinação de ambas, pode ser o fator determinante.

Compensação:

É importante relatar os ativos, passivos, rendimentos e gastos.

Não deve existir compensação, exceto quando tal for exigido ou permitido por uma norma.

A mensuração de ativos líquidos de dedução de valorização, por exemplo, deduções de obsolescência nos inventários e deduções de dívidas duvidosas nas contas a receber, não é considerada uma compensação.

Informação comparativa:

Em geral, deve ser divulgada informação comparativa com a do período anterior para todas as quantias relatadas nas demonstrações financeiras.

A informação comparativa deve ser incluída na informação narrativa e descritiva quando for relevante para a compreensão das demonstrações financeiras do período corrente.

Segundo o SNC, o estudo dos diversos elementos que constituem as demonstrações financeiras envolvem 4 etapas:

1-   Reconhecimento
2-   Mensuração
3-   Apresentação
4-   Divulgação

Reconhecimento:

Processo de incorporação dos elementos ativos, passivos, rendimentos ou gastos nas demonstrações financeiras.

Mensuração:

Processo de atribuição de um valor ao ativo, passivo, rendimento ou gasto. Normalmente a mensuração inicial é efetuada ao custo histórico, mas as subsequentes requerem outros critérios, tais como:

Custo histórico:

Os ativos são contabilizados pelo valor pago através da caixa ou equivalentes de caixa e/ou o justo valor de outra retribuição dada para adquirir o ativo no momento da sua aquisição.

Os passivos são registados pelo valor a ser pago por caixa ou equivalentes de caixa e/ou o justo valor de outra retribuição a entregar para liquidar a obrigação.

Custo corrente:

O ativo é valorizado pelo valor de caixa ou equivalente de caixa que teria de ser pago se o mesmo ativo equivalente fosse adquirido na data corrente.
 
Valor realizável:

O ativo é apresentado pelo valor de caixa ou equivalente de caixa que será obtido pela sua venda. O passivo é escriturado pelo seu valor de liquidação.

Valor presente ou atual:

O ativo é valorizado pelo valor presente atualizado dos recebimentos futuros a gerar pelo ativo no decurso normal dos negócios.

Justo valor:

É a quantia pela qual um ativo pode ser trocado, ou um passivo liquidado, entre partes conhecedores e dispostas a isso, numa transação em que não exista relacionamento entre elas.

Apresentação:

Efetuada no balanço ou na demonstração de resultados.

Divulgação:

Requer identificação da informação aprestar nas notas às contas.

As demonstrações financeiras são uma representação estruturada da posição financeira (Balanço), do desempenho financeiro (DR) e dos fluxos de caixa de uma entidade (Demonstração dos fluxos de caixa).

As demonstrações financeiras visam satisfazer as diferentes necessidades de informação dos seus utentes na tomada de decisões económicas, designadamente investidores, trabalhadores, fornecedores e outros credores comerciais, clientes, governo e seus departamentos e público em geral.

A DR por Natureza e a DR por Funções permitem calcular o resultado liquida sendo que na DR por Natureza o resultado é apurado pela natureza de rendimentos e gastos, enquanto pela DR por Funções é apurado por funções empresariais, nomeadamente, funções de produção, distribuição e administrativas.

As DR dos Fluxos de Caixa apresentam alterações na posição financeira de uma entidade com base nos recebimentos e nos pagamentos classificados nas atividades de investimento, de financiamento e operacionais, durante o período do relato.

A demonstração das alterações no capital próprio apresenta as alterações ocorridas no capital próprio. Por sua vez, o Anexo, documento predominantemente de natureza qualitativa, apresenta as bases de preparação e de políticas contabilísticas adotadas e outras divulgações exigidas pelas normas contabilísticas de relato financeiro.

Decreto dos regulamentos nº 25/2009

Regime de depreciações e amortizações

Explo:

A empresa seguinte pode apresentar o regime simplificado da prestação de contas (ver pág. 8)?

Total do Balanço:                                                  €1.250.000
Total de vendas líquidas e outros rendimentos:         €3.500.000
Nº de empregados em média no exercício:               50

Sim, pois não excede dois dos três limites previstos para o regime simplificado.


2. Informação contabilística e instrumentos de análise económica e financeira

Definição dos elementos básicos para uma correta análise económica e financeira de documentos contabilísticos tendo em conta o Sistema de Normalização Contabilística.

Planear e avaliar o desempenho do negócio com recurso a instrumentos essenciais.

Sistema de Normalização Contabilística

Com o SNC, as Normas contabilísticas portuguesas aproximaram-se das normas internacionais de contabilidade (NCRF), em diversos domínios, tais como nos procedimentos a adotar em matérias de reconhecimento, mensuração, apresentação e divulgação das contas – estrutura, conteúdo das demonstrações financeiras e políticas contabilísticas.

SNC:   Dl 158/2009 de 13 de Julho
O sistema contabilístico é baseado especialmente em princípios que têm como objetivo aumentar a capacidade da informação financeira e melhorar a relevância da informação financeira (não sendo de aplicação geral, exceto setor público, financeiro, segurador e bancário com planos de contabilidade específicos.), dando informação a empresas e a empresários que exerçam a título individual (média do volume de vendas dos últimos 3 anos menores do que €150.000/ano) uma atividade comercial, industrial ou agrícola.

No SNC existem dois tipos de regime: Regime Geral e Regime Simplificado.

Regime Geral:

As entidades sujeitas ao SNC são obrigadas a apresentar as seguintes demonstrações financeiras: balanço, demonstração de resultados por natureza, demonstrações das alterações do capital próprio, demonstrações de fluxos de caixa e Anexos e, nalguns casos (CMVM) demonstração de resultados por funções.

Regime simplificado:

Para pequenas empresas, entidades NCRF – PE, que podem optar por apresentar somente: balanço (modelo reduzido), demonstração de resultados por natureza (modelo reduzido) e Anexos.

As empresas poderão optar pelo regime simplificado caso, não integrem um grupo empresarial que apresente contas consolidadas, que as suas contas não sejam – por razões legais ou estatutárias – sujeitas a certificação legal e não excedam dois dos três limites:

- Total do balanço:                                                          €1.500.000,00
- Total das vendas líquidas e outros rendimentos:               €3.000.000,00
- Número de empregados:                                                50

Enquadramento legal e instrumentos previstos:

SNC – Dl 158/2009 de 13 de Julho

Define quem está sujeito ao SNC. Inclui os instrumentos constitutivos do SNC, as bases para a apresentação das demonstrações financeiras, os modelos das demonstrações financeiras, o código das contas, as normas contabilísticas, o relato financeiro (NCRF) e as normas interpretativas.

Portaria nº 986/2009 de 07 de Setembro

Define modelos de demonstração financeira incluindo os modelos reduzidos dos balanços, demonstração de resultados e Anexo (informação mínima a ser apresentada)

Portaria 1011/2009 de 09 de Setembro

Define o código de contas, contas de 1º grau arrumadas em 8 classes:

1-   Meios financeiros líquidos
2-   Contas a receber e a pagar
3-   Inventários e Ativos biológicos
4-   Investimentos
5-   Capital, reservas e Resultados transitados
6-   Gastos
7-   Rendimentos
8-   Resultados

Aviso nº 15652/2009 de 07 de Setembro

Define a estrutura concetual – o conjunto de conceitos contabilísticos estruturantes do SNC.

Aviso nº 15655/2009 de 07 de Setembro

Define as normas contabilísticas e de relato financeiro (NCRF) e constituem uma adaptação das Normas Internacionais de Contabilidade (IAS) e das Normas de Relato Financeiro (IFRS) adotadas pela EU.
O SNC integra 28 normas que prescrevem o tratamento técnico a adotar em matéria de reconhecimento, mensuração, apresentação e divulgação de informações das entidades.

Aviso nº 15654/2009 de 07 de Setembro

Define as normas contabilísticas e de relato financeiro para pequenas entidades (NCRF-PE) que abrange as 18 normas consideradas pertinentes para entidades de pequena dimensão.

Aviso nº 15653/2009 de 07 de Setembro

Define as normas interpretativas: abrange 2 normas; uma referente à consolidação e outra ao uso da técnica de valor presente para mensurar o valor de uso.

Pressupostos das demonstrações financeiras:

Pressupostos de continuidade (going concern) e de regime de acréscimo ou de periodização económica (accrual basis)

Pressupostos de continuidade (going concern): elaborar as demonstrações financeiras assumindo a continuidade da entidade, a menos que os órgãos de gestão pretendam liquidar a entidade ou cessar o negócio. O órgão de gestão deve divulgar as incertezas materiais relacionadas com os acontecimentos ou condições que possam levantar dúvidas significativas acerca da capacidade da entidade prosseguir.

O órgão de gestão toma em consideração toda informação disponível sobre o futuro que é considerado, pelo menos, mas sem limitação – 12 meses a partir da data do balanço.

Regime de acréscimo ou de periodização económica (accrual basis): Este regime não se aplica à demonstração dos fluxos de caixa. Os efeitos de transação e de outros acontecimentos são reconhecidos quando ocorrem e são registados nas demonstrações financeiras dos respetivos períodos, independentemente do momento em que sejam recebidos ou pagos.

A maximização do valor da empresa:

Incorpora o valor atual dos excedentes futuros, estando concentrada na criação de valor para os acionistas ou outros detentores do capital da empresa.

A responsabilidade social da empresa e a sua imagem (externa e interna) contribuem para a obtenção dos resultados e a maximização dos valores da empresa.

No processo, a empresa cira emprego, satisfaz clientes e fornecedores; remunera credores, paga impostos e contribui para a sociedade.

Yoshimori (1995): As empresas pertencem aos acionistas ou aos stakeholders?

Aos acionistas:       Americanos (75,6%), Franceses (22%), Japoneses (2,9%).

A crescente globalização e competição internacional (produtos e capital) obriga a uma maior eficiência da utilização dos recursos,

Aplicações financeiras: preferem economias com tratamento mais favorável, reduzindo respetivo custo de capital.

Independentemente da estrutura financeira deverá haver uma gestão eficiente dos recursos e uma boa remuneração do capital utilizado.

Só se deve investir em ativos reais quando a rentabilidade obtida é maior do que o capital utilizado.

Caso contrário, outros investidores serão atraídos para adquirir tal negócio visto o valor do mercado ser menor do que a soma obtida com a venda dos ativos ineficientes.

No caso das empresas em que o capital está concentrado (empresas familiares), a disciplina de mercado de capitais está aparentemente menos presente.

Quando os gestores detêm a maioria do capital, as empresas não podem ser adquiridas sem o seu consentimento (menor eficiência).

Num estudo de um grupo comparável (standard poors) as empresas familiares obtêm uma rentabilidade maior à das empresas de capitais dispersos, visto a participação etária na gestão ter um contributo positivo para a sua rentabilidade.

A obtenção de resultados positivos é fundamental para a sustentabilidade das empresas.

A coexistência de modelos organizativos sugere que não há um modelo superior, contudo a eficiência não deve ser medida pelos resultados de curto prazo dado que as empresas poderão estar a suportar custos em determinados períodos que poderão ser compensados pela geração de excedentes no futuro.

A maximização do valor atual é registada com base nas Demonstrações de Resultados e pelo Balanço (finanças empresariais – identificar um objetivo central para a gestão das empresas, independentemente da sua estrutura de capitais e do regime de propriedade):

Contudo o cash-flow é mais informativo do que o lucro contabilístico como medida dos resultados futuros do investimento, pois baseia-se numa ótica de despesa/receita e numa lógica de atualização.

Qual o único critério que reflete a dimensão absoluta do investimento e no qual as decisões de investimento se devem basear?

VAL – Valor Atual Liquido

No âmbito financeiro dos projetos de investimento existem fontes de curto prazo, médio prazo e longo prazo.

Financiamento de curto prazo: desconto de títulos, factoring, crédito por assinatura.

Financiamento de médio e longo prazo: leasing, suprimentos, capital de risco.

A avaliação global de um projeto de investimento abrange dois tipos de decisão: económica e de financiamento.

A decisão económica baseia-se no pressuposto que o financiamento será assegurado na íntegra por capitais próprios.

A decisão que se traduz na escolha de fontes de financiamento com menor custo real e maior valor atual para o projeto é a decisão de financiamento (escolha de fontes de financiamento com menor custo real e maior valor atual).



FINANÇAS EMPRESARIAIS

1. Decisões de Investimento

Aquisição de terrenos, edifícios ou equipamentos (ativos corpóreos) ou investimentos em formação, publicidade ou tecnologia, incluindo aquisição de patentes (ativos incorpóreos).

A empresa compromete recursos na expetativa de gerar excedentes futuros (cash flows) que compensem esse investimento.

Os investimentos em ativos reais criam valor. Se o investimento não for bem-sucedido reduz o valor da empresa.

Gestor financeiro:

Fornece metodologias de análise que visam assegurar a expetativa fundada na criação de valor através da obtenção de um valor atual líquido positivo (VAL), cash-flows futuros cujo valor atualizado supera os investimentos realizados. Metodologias de análise que apoiam toda a equipa e a tomada de decisões.

Toma decisões de financiamento, optando pelo recurso a capitais próprios ou a capitais alheios.

Capital próprio – fornecido pelos investidores, acionistas, sócios, etc.

Capital alheio – exige uma remuneração contratualmente estabelecida (juro), além do reembolso do capital, independentemente do desempenho da empresa.

Nos bancos poder-se recorrer a emissão de obrigações (títulos de dívidas que podem ser subscritas por particulares e empresas e transacionadas em bolsa.

O circuito de financiamento entre aforradores e investidores (indivíduos e empresas com capacidade de realização de poupança) baseia-se em indivíduos e empresas que adquirem bens com recurso a crédito. Os bancos tomam depósitos dos aforradores e concedem empréstimos aos investidores. As taxas de juros e os spreads (diferença entre a taxa de remuneração do depósito e a taxa do empréstimo concedida), apropriados pelo banco, permitem a cobertura dos custos e rendabilidades dos bancos.

O financiamento direto das empresas por parte dos aforradores (obrigações) será mais vantajoso para ambas as partes, pois a remuneração é mais elevada para os aforradores e os custos são menores para as empresas.

O risco de aplicação financeira é maior, dado o reembolso de capital e juros depender da capacidade futura da empresa.

No caso do depósito bancário, existe uma diversificação de risco dado que o banco financia um vasto conjunto de investimentos e tem apoio estatal quando enfrentam dificuldades financeiras.

As ações têm maior risco do que as obrigações. No caso de falência das empresas, os direitos dos credores são prioritários em relação aos dos acionistas. A remuneração é efetuada sob forma de dividendos (todos os excedentes depois do cumprimento das obrigações com os credores e fisco pertencem aos acionistas) ou com a desvalorização das ações, caso a empresa seja lucrativa.

Quando a empresa ainda não dispõem de ativos capazes de construir garantia (hipoteca ou penhora) o leasing pode ser uma alternativa acessível, dado a posse jurídica dos ativos financeiros serem da sociedade de leasing.

O nível de capitais próprios tende a ser reduzido na maior parte das empresas, resultado de um menor dinamismo do mercado de capitais que torna o acesso a investidores externos mais difícil.

Exemplos de sucesso de abertura de capital em bolsa: Novabase, Martifer.

A crise financeira (a partir de 2008) gerou um pessimismo que reduziu as operações de colocação de capital em bolsa e, por consequência, a criação de obstáculos maiores para as empresas de menor dimensão.

A tentativa da euronext de lançar em Portugal um modelo menos exigente no que respeita a custos e obrigações de prestações de contas (Alternex) teve, até agora, pouco sucesso, pois o número de empresas cotadas é reduzido e as empresas de capital disperso (sem grupo de controlo) são escassas.

La Porta (1999) – O capital está efetivamente disperso quando o maior acionista não ultrapassa os 20% do capital da empresa (bcp, bpi, Pt).

As PME e as Grandes empresas normalmente são organizações familiares em que uma pessoa da família exerce posição de controlo e participação na gestão. Normalmente a facilidade destas empresas se financiarem através dos mercados de capitais é pequena.

Alternativas de financiamento:

- Reinvestimento de excedentes gerados na exploração,
- Fundos dos proprietários (reforço do capital ou suprimentos),
- Crédito bancário.

Insuficientes na fase da criação de uma nova empresa ou quando surgem oportunidades de elevado crescimento.

As empresas cotadas e de capitais dispersos têm vantagens e desvantagens:

Vantagens:

- Obrigatoriedade de auditoria das contas,
- Escolha de equipas de dirigentes com base no mérito,
- Menos problemas associados aos processos de renovação dos executivos,
- O benefício de dispersão de capitais que consiste na criação de um mecanismo de controlo sobre os gestores.

Uma gestão menos rigorosa e pouco eficiente leva a que os investidores externos pratiquem aquisições hostis pela aquisição de volume de ações para obterem o direito a controlo, aquisição que se dá normalmente por um preço maior ao anteriormente praticado.

As mais-valias resultantes da remodelação da equipa de gestão poderão compensar o esforço financeiro.

Desvantagens:

A separação entre a propriedade e a gestão das empresas de capitais dispersos pode trazer inconvenientes e custos dado que os gestores podem prosseguir objetivos divergentes dos acionistas:

- Crescimento excessivo da empresa através de investimentos de expansão ou de aquisições,

- Obtenção de benefícios à custa da empresa (veículos luxuosos, etc.)

Os gestores administram ativos por conta dos acionistas (função de agentes), dado que os gestores e os acionistas têm interesses distintos – problema de agência.

As empresas são organizações complexas, pois reúnem um vasto conjunto de atores (proprietários, gestores, empregados, fornecedores, bancos financiadores, Estado e outras entidades) – Stakeholders.

A sua identificação é importante dado que todos contribuem para o sucesso dos investidores da empresa: valorizam os produtos e os serviços atribuindo um valor superior ao seu preço, motivam os trabalhadores e geram excedentes para assegurar a sua sobrevivência e a remuneração do capital investido.

Maximizam a imagem institucional da firma e dos produtos e serviços, da qualidade de vida da empresa.




terça-feira, 10 de fevereiro de 2015


                                          Foto: Luís Mouga Lopes

Numa sessão dos Toastmasters (Business speakers TM Club), como speaker, a apresentar o meu projeto nº 8 do Competent Communication Manual: Research your topic.


                                          Foto: Luís Mouga Lopes


Numa sessão dos Toastmasters (Business speakers TM Club), como table topic speaker, no passado dia 05 de Fevereiro de 2015, no Clube ISCTE.

Os gestos são, provavelmente, a melhor forma de evocar e empregar a comunicação não verbal.

Os gestos clarificam, suportam e "dramatizam" as nossas palavras.

Já dizia o outro: gesto é tudo...